Tua formosura
assombra-me,
rouba-me a mente...
Adornam-te esculturas divinas...
Protegem-te cortinas de seda,
que caem,
emtreabrem-se
dando a visão esplendorosa
de ti,
Portal Sagrado.
Chego mais perto,
o êxtase aumenta...
calafrio percorre-me o corpo
a mão quer tocar-te,
sentir tuas esculturas.
Exalam de ti aromas mágicos,
de misteriosa essência.
Portal Sagrado
quanto anseio ultrapassar-te,
adentrar no santuário que proteges,
embriagar-me da essência que dele verte,
perceber nuanças,
enveredar-me por caminhos infinitos,
perder-me.
Portal Sagrado,
não ouso tocar-te
sem que de ti me venha o sim...
Portal Sagrado
que nunca ouse, eu,
arrombar-te,
arranhar-te
macular-te.
Portal Sagrado
abre-te a mim,
deixa-me adentrar
no santuário que proteges,
afogar-me na vertente
de tua essência misteriosa
realizar aí a prece
eterna da vida,
sempre.


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