
"Teu corpo"
O cheiro do teu
corpo invadiu-me o nariz.
O gosto da tua boca
prendeu-se em meu paladar.
O sabor de tua carne,
até onde estive,
arrebentou-me o peito,
explodiu-me o coração.
Então o medo,
medo de já não
ser cativo de teu olhar
mas prisioneiro de teu corpo.
O coração está descompassado:
medo, descompasso, prisão,
solidão;
te quero.
Quero mergulhar em ti
arrebentar teu peito
invadir tua carne
sentir teu sussurro
explodir em ti.
Sem eterno sem finito
Sem efêmero sem infinito.
Agora, só.
Neste momento, só.
Quando invadido, invadir teu ser.
Quando mergulhado, mergulhar em ti.
Já, sem finito
sem eterno
sem efêmero.
Só no agora.
Aí, sim, no
momento eterno
deste finito
libertar-me em ti.

Nenhum comentário:
Postar um comentário