sábado, 21 de junho de 2008



"Amor d'alma"





Em cada não

um sim sufocado.

Em cada lágrima

um passado emergido.

Em cada gole

uma barreira transposta, posta.

Em cada passo

uma certeza incerta.

Em cada dia-mês

um sim-não constante.

Fim, começo, recomeço

colho desde sempre

a lágrima caída....

o passado emergido...

a incerteza, o sim-não.

Bendita podridão d'alma que

vinda à luz

liberta a mágoa

limpa o olho

faz-me ver

sentir

amar

Não só quando as almas

explodem em gozo

não só quando os corpos

consomem-se em prazer,

mas no dia-sempre

em que fomos

vendo, nos vendo

re-vendo

vivendo.

Amor d'alma

ardendo em carne

vencendo barreira

enxugando lágrimas,

criando choro

descobrindo

Amando, corpo e alma

corpalma

fundindo

re-fundindo.

Nenhum comentário: