
"Amor d'alma"
Em cada não
um sim sufocado.
Em cada lágrima
um passado emergido.
Em cada gole
uma barreira transposta, posta.
Em cada passo
uma certeza incerta.
Em cada dia-mês
um sim-não constante.
Fim, começo, recomeço
colho desde sempre
a lágrima caída....
o passado emergido...
a incerteza, o sim-não.
Bendita podridão d'alma que
vinda à luz
liberta a mágoa
limpa o olho
faz-me ver
sentir
amar
Não só quando as almas
explodem em gozo
não só quando os corpos
consomem-se em prazer,
mas no dia-sempre
em que fomos
vendo, nos vendo
re-vendo
vivendo.
Amor d'alma
ardendo em carne
vencendo barreira
enxugando lágrimas,
criando choro
descobrindo
Amando, corpo e alma
corpalma
fundindo
re-fundindo.

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