
Riso aberto ao céu
olho atento à vida...
e à vida que lhe vai
longe...
num mundo que
dança a água, a dor, a erva,
a beleza, a vida... e roda,
vibra, fala.
Peito aberto à rudeza,
ao vento, à podridão
decadente...
que vai
longe...
e bate contra o chão
sagrado.
Pés à frente, rumo à
desesperança, combate
sem trégua à morte certa...
que vai
longe...
e pisa o pó santo
de seu guia, e bate
e pula e dança, festeja vida, sempre.
Cabeça que pensa, sofre, medita,
faz e vai
longe...
e se dá ao sangue que
faz penetrar a vida
de outro
que agora vem e fica...
mas está lá
longe...
em terras sagradas
que dançam
festejam
saudam
trazem vida,
sempre.

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